28 março, 2011

Facebook analisa conversa em tempo real para segmentar anúncio



Pela primeira vez o Facebook começou a analisar as conversas em tempo real para assim segmentar os anúncios. O modelo de entrega está sendo testado em apenas 1% dos usuários da rede social em todo o mundo. Isso representa um grupo de seis milhões de pessoas. Por exemplo: Os usuários que atualizar seu status com "Mmm, eu poderia ir hoje à noite comer pizza", poderia ter um anúncio ou um cupom da Domino's, Papa John's ou Pizza Hut.

O Facebook tem fornecido anúncios segmentados com base em mensagens feitas no mural e nas atualizações de status, mas nunca em tempo real. Em geral, as mensagens dos usuários e suas atualizações são coletadas em um formato agregado, adicioná-los ao público-alvo com base nos dados recolhidos ao longo do tempo. Palavras-chave é uma pequena parte dessa equação, mas o Facebook diz que às vezes as palavras não são usadas ​​em tempo real. A companhia disse que entregar anúncios baseados em conversas dos usuários é um algoritmo complexo que está sendo continuamente aperfeiçoado e modificado. O verdadeiro objetivo deste teste é descobrir se esses tipos de anúncios podem ser entregues rapidamente.

Um porta-voz do Facebook disse que o teste vai continuar indefinidamente, mas se recusou a comentar ou discutir os resultados.

22 março, 2011

O que aprender com a empresa que incentiva seus clientes a comprarem menos

A NAU é uma empresa americana do varejo de roupas esportivas ecológicas e eticamente diferente. A missão da Nau é combinar a generosidade do espírito humano, a força da tecnologia, com métodos empresariais inovadores, para aumentar o lucro dos acionistas, proteger o meio ambiente e promover justiça social. E, para colocar tudo isso em prática, a empresa faz tudo isso ao contrário. A companhia primeiro projetou seu portal na internet e só depois instalou sua primeira loja física. Encoraja seus clientes a comprarem menos. E, quando faz publicidade, nunca faz alusão a si própria. O presidente da Nau, Chris Dyke, oferece algumas ideias interessantes sobre como atingir uma nova geração de clientes que acha cômodo comprar on-line. A seguir trechos da entrevista.

A Nau adota um enfoque contrário em vários aspectos da venda no varejo. Suas lojas são 50% menores que uma loja de roupas esportivas. Por quê?
A maioria dos varejistas começa com lojas tangíveis e depois tentam imitar a experiência na internet. Isso é bom se você considera a compra on-line apenas outra ferramenta de venda. Porém, ainda que muitos de nós na Nau tenhamos experiência em grandes empresas, estive na Nike, por exemplo, projetamos nossas lojas na direção oposta. O propósito era alcançar os clientes da atualidade, que se sentem muito confortáveis comprando on-line. Criamos uma experiência na internet e depois, devido ao fato de os compradores não poderem apreciar a qualidade de nossas roupas on-line, estabelecemos loja. Entretanto, não é uma loja comum. Você vai à tela de computador na loja e faz uma compra, como se estivesse sentado em sua casa na frente do computador. E ainda fazemos a entrega gratuitamente a fim de encorajá-los. Os clientes podem comprar diretamente nos locais de venda e levar na hora, porém mais da metade optou por pedir que a roupa fosse entregue em suas casas.

Entregar os artigos em casa é uma maneira de economizar dinheiro poupando grandes estoques parados nas lojas?
Nada disso. Acreditamos que o nosso sucesso provém de gerar uma profunda lealdade com os consumidores. E fazemos isso em todos os níveis. Nossos produtos estão inseridos em uma experiencia que reflete a maneira como as pessoas gostam de ir às compras na atualidade. Com a conveniência e as opções que a compra on-line oferece.
E essa experiência faz parte de uma filosofia corporativa de responsabilidade pessoal em relação à sociedade e ao meio ambiente. A sustentabilidade e a responsabilidade social constituem aspectos importantes da Nau. Nossa filosofia permite aos consumidores fazer parte de uma comunidade ativa e satisfazer seu desejo de fazer a coisa certa para as pessoas e para o planeta.

Sua companhia representa uma aposta de alto risco em um modelo de varejo já estabelecido. Mas o que grandes varejistas, podem aprender com a Nau?
Qualquer companhia pode se beneficiar da autenticidade. Ela oferece uma vantagem na hora de construir uma marca. E autenticidade não consiste em alardear as doações às causas humanitárias. No nosso caso, significa estar alinhado com a responsabilidade pessoal em todos os níveis. Muitas pessoas preocum-se com uma empresa opera e sabem quando a prática de um comércio é superficial.
Por exemplo, reconhecemos que a sustentabilidade consiste em reduzir o consumo. Portanto, nossas roupas servem para várias temporadas e para vários propósitos. Acreditamos que podemos sustentar essa redução no consumo atraindo mais clientes que são leais.

De que maneira é possível acentuar a experiência de autenticidade de um cliente? Meses antes de vender nossa primeira camiseta inauguramos nosso blog. Não falávamos de roupa. Criamos uma conversa sobre opções individuais de viver vidas responsáveis. O blog foi só uma manifestação de uma ideia maior, a noção de diálogo.

Andrew O'Connell é editor da Harvard Business Review - entrevista publicada na revista  Gol

17 janeiro, 2011

Dicas para e-mail marketing

O e-mail marketing pode ser uma das principais ferramentas  de comunicação da sua empresa, ou seja,  marketing direto com os consumidores. Vale lembrar que marketing direto são ações que falam diretamente com o público-alvo.


Somente o marketing direto pode atingir perfeitamente o nicho desejado, segundo critérios de segmentação geográficos, demográficos e de comportamentos de compra passados.

Podemos tomar como exemplo de mercado segmentado os consumidores que buscam preços baixos, outros que buscam qualidade no produto e  àqueles que desejam excelência no atendimento. As empresas interessadas em planejar uma campanha de e-mail marketing devem escolher qual mercado focar, pode ser, um, dois ou mais segmentos. O importante e ter estratégias diferenciadas para atingir cada um deles de forma personalizada.

O artigo do site Mundo Marketing nos conta sobre as  estratégia de marketing digital da Lancôme, segunda maior perfumaria virtual do Brasil. Vou reproduzir um trecho que achei relevante para este post:

" O melhor retorno sobre o investimento do comércio eletrônico da Lancôme vem de sua prória base de clientes, com 12% de taxa de conversão. Bases externas e publicidade on-line trazem menos de 0,5% de conversão. São enviados dois e-mail marketing por semana, as comunicações são segmentadas em três perfis de consumidores, todos com permissão para receber as mensagens, entre não clientes, clientes e clientes habituais."

Logo, não restam dúvidas que para  produzir uma campanha de e-mail marketing é necessário segmentar o público, produzir uma comunicação dirigida  e dedicar-se a construção da própria base de e-mail na empresa.

É certo, que, muitos benefícios oferecidos pela ferramenta de e-mail marketing dependem de seu uso responsável e funcionam muito bem se for enviado aos clientes que concordaram em recebê-lo. Os e-mails enviados de forma massificada e desordenada para endereços não autorizados são considerados e-mail spam.

Existem algumas ações em que o e-mail marketing tem grandes vantagens e que devem ser seu foco inicial:

Informativos: usados como newsletters. Pode cobrir um número reduzido de assuntos ou até mesmo um único assunto. Os informativos contribuem para manter seus clientes atualizados sobre sua empresa e seus produtos e também reforçar sua marca.

Promoções:  você pode gerar bons resultados enviando ofertas de promoções ou vantagens exclusivas.Evite promoções de fachada ou descontos insignificantes.

Lançamentos: o e-mail é uma excelente ferramenta para divulgação de novos produtos e serviços. Os clientes adoram receber novidades.

É necessário, que as ações acima, sejam elaboradas com conteúdo realmente  útil e relevante para o seu público-alvo, com isso, a empresa estará aumentando o retorno e o resultado das ações.

A revista Meio e Mensagem  produz um bom exemplo de e-mail marketing como informativo. Todos os cadastrados recebem o informativo Meio e Mensagem. O e-mail é sucinto, com dois ou três títulos informando as matérias e links para o site da empresa, dessa forma, o assinante reconhece o e-mail, lê com rapidez e decide se quer aprofundar as informações. Interessante dar uma olhada.

Por fim, não se descuide de produzir  conteúdo relevante para que o consumidor goste e se relacione com sua marca e  seus produtos.

Denise Fraga















24 dezembro, 2010

Vida


Vida é chuva, é sol
Uma fila, um olá
Um retrato, um farol
Que será, que será
Vida é um filho que cresce
Uma estrada, um caminho
É um pouco de tudo
É um beijo, um carinho
É um sino tocando, uma fêmea no cio
É alguém se chegando
É o que ninguém viu
É discurso, é promessa
É um mar, é um rio
Vida é a revolução, é deixar como está
É uma velha canção, Deus nos deu, Deus dará
Vida é a solidão, é a turma do bar
É partir sem razão, é voltar por voltar
Vida é palco, é plateia, é cadeira vazia
É rotina, odisseia, é sair de uma fria
É um sonho tão bom, é a briga no altar
Vida!
É um grito de gol
É um banho de mar
É inverno e verão
Vida!
É mentira, é verdade
E quem sabe a vida é da vida razão


Feliz Natal para todos internautas que leem o blog, Relações Públicas 2.0 para Pequenas Empresas

13 dezembro, 2010

Inovação digital: em que século você está? Parte II


Baseado nos conceitos do Marketing 3.0, quais estratégias devemos implantar quando em uma empresa familiar, metade dos clientes adoraria migrar para os mais profundos níveis de modernidade e tecnologia, enquanto outra parte ainda é fiel aos papéis e antigas práticas? Enviada por Alyne Benith

Gil Giardelli: Vale a resposta acima.

Entendo a inovação como conceito de um novo olhar e ação sobre algo que já existia. Dentre minhas questões a que segue é uma questão prática que tenho visto muito entre empresas que contratam um serviço de comunicação e comunicadores. A tecnologia está cada vez mais a favor da comunicação direta com o usuário, mas as vezes parece que as equipes responsáveis pela criação de conteúdo ainda não conseguiram adequar sua linguagem para o meio digital, bombardeando o usuário com posturas que parecem deslocadas, como spams, tweets de divulgação insistentes, textos gigantescos etc. Como chegar a um ponto de equilíbrio entre a vontade do cliente que contrata o comunicador para divulgar e vender seu produto e os desejos do usuário que vai receber essa informação? Enviada por meryenn.

Gil Giardelli: Não podemos usar velhos mapas, para descobrir novas terras! Como você explanou acima, muitos comunicólogos utilizam de estratégias do passado.
Observe este erro das empresas: Alguém em sua sã consciência, quando recebe um elogio, sai correndo para contar para outro amigo. “Você não sabe. Fulano disse que eu sou fantástico”
Este é o Retweet de elogios das empresas. ;-)
Portanto, nunca neste mundo diplomas tem data de validade. Acabou seu curso de comunicação, seu diploma já venceu. ;-)

Em 1993, na Inglaterra, a seguinte frase me causou espanto: “Precisamos reduzir nossa produção para vivermos melhor. Produzimos e desperdiçamos muito”. A frase contrariava todas as tendências do mercado, que apontam sempre em direção ao crescimento (da produção e dos lucros). Dezessete anos depois, a frase continua atual. Falamos em sustentabilidade, mas não abrimos mão do crescimento. Talvez este crescimento tenha nos levado a um grau de produção (e não-sustentabilidade) que gerou riqueza, mas não necessariamente nos elevou como seres humanos para uma posição de bem-estar, onde sentimentos segurança, confiança, realização e - acima de tudo - felicidade. Como conciliar o bem-estar do ser humano com a busca competitiva e contínua do lucro pelas empresas?

Os negócios serão sustentáveis ou não existirão. Cada ação deve ser pensada em três ângulos: Ambiental, Social e Econômico. É o momento de discutirmos simbiose industrial, energias renováveis e tecnologias emergentes. A linha tenue entre “Exceder os limites e esgotar o planeta ou viver em um planeta sustentável! Enxergue a nova onda ou afogue-se nela! Perceba que o aumento de apenas 4 graus, significa que a Amazônia será um deserto.

Calcular nossa pegada ecológica (EF) uma medida do consumo de recursos naturais renováveis por uma população. O cálculo da área total da terra produtiva ou do mar exigida para produzir as colheitas, carne, madeira, energia e fibra que um pais necessita”, ensinou David Thorpe em recente visita na ESPM a meu convite.

O Brasil é o 3º país em emissões de gases de efeito estufa. Porém, podemos nos tornar os líderes nos novos modelos comerciais e nas áreas de negócio greentech. As companhias serão obrigadas a abraçar modelos sustentáveis para fazer negócios. Reduzir, Reutilizar, Reparar, Reciclar e Renovar e pensar nos três Ps - Pessoas, planeta e Profit (lucro). São os novos mantras deste século. Não é sobre o dinheiro mas sobre a qualidade de vida! Realização! Você pode se perguntar, o que isso tudo tem a ver com marketing 3.0? Tudo! Não adianta ser moderno na comunicação e o mundo não existir para vê-lo! Simples, não?

Seja um Green Tech! É moderno, simpático, inteligente e salvará o planeta! Uma lista das tecnologias que vão mudar o mundo do Instituto Gartner que vão impulsionar a web 3.0, a web das coisas, aponta a computação verde, comunicações unificadas, implicações multinúcleos, gerenciamento de metadados, virtualização, computação na nuvem, mashups, servidores em tecido, internet do mundo real e software social.

Exemplos de indivíduos inventivos que com pequenas ações mudam o mundo! Depois reflita o quê você pode fazer para ajudar a construirmos uma economia inclusive!

Que tipos de negócios engajam consumidores de games nas redes sociais? Enviada por André Miguel

Gil Giardelli: Na era do você é o que você compartilha! A nova moeda do século XXI é a reputação! Baseada em credibilidade e confiança. Usuários de redes sociais amam essa moeda ;-)

Quais são os principais questionamentos que uma empresa deve fazer após constatar que ela realmente precisa aderir ao meio digital? Como entender, treinar e criar sinergia entre as gerações Z, Y e X? Enviada por Raphael Peres Corrêa

Gil Giardelli: a primeira pergunta foi respondida no contexto das questões acima.
Não acredito em nomeclaturas de gerações. Ser jovem e digital, nos dias de hoje não tem nada com idade e sim como você encara as mudanças deste novo mundo.

São hiatos de gerações. Imagine, você contrata um jovem profissional, extremamente conectado e engajado e quando ele chega em seu primeiro dia de trabalho, hierarquias, regras proibindo pensamentos inventivos, modelos militares e redes bloqueadas.

Enquanto que no quarto dele, em seu ambiente, ele vive um mundo de compartilhamento. Provavelmente, ele inovará em outro canto.

Há algumas décadas o marketing no Brasil tinha grande força na sua disseminação “boca a boca”, muito fundado em um valor humano fundamental, a confiança baseada nas relações interpessoais. Tanto é verdade que até hoje encontramos mercearias e outros comércios em que ainda existe o ilustre caderno para compras fiadas.

Na atual sociedade que se forma com a Geração Y, estritamente vinculada à tecnologia e à comunicação virtual, ausentando-se dos laços sociais, como uma pequena ou média empresa, que não tenha condições financeiras para investimento em novas formas de comunicação digital, sobreviverá frente aos grandes concorrentes e as empresas de grande porte? Vou um pouco mais além, como a comunicação digital interferirá na desenvolvimento econômico das empresas que não sejam consideradas as grandes de seus setores? Enviada por Eduardo Bittar, Recursos Humanos da Real Moto Peças Ltda

Gil Giardelli: Sai o maior engolindo o menor, pelo mais lento ficando para trás. Bem vindo a era do empreendedorismo! A era do capitalismo social. Da diversidade cultural.

Os Tech inovadores têm como mantra “O que você está fazendo pode mudar o mundo ou começar uma nova economia?” É a cultura da geração da generosidade, do movimente-se primeiro e do corra riscos! Nada novo.

Surpreso? A inovação da máquina a vapor criou o capitalismo. Um pouco depois entre 1896 e 1930 nasceram 1.800 fabricantes de carros, sobreviveram apenas três empresas e redesenharam a era industrial! Tanto os inventivos a vapor, como os fundadores da indústria automobilística tinham o sonho de mudar o mundo!

E neste momento, no apogeu da democracia das redes sociais, da inteligência universal e do livre mercado, fundamos a Cyber Humanidade, a Humanidade 4.0! É o espírito pioneiro se renovando, o mundo como um vilarejo, a era do supere-se e a era dos inovadores sociais – pessoas para as quais o outro é um valor em si!

A Geração Y é rotulada como a geração 2.0 e muito tem se falado de como esta geração irá ou já está mudando o mundo corporativo e como devemos incorporar esta nova geração que cresceu ligada a tecnologia e um ambiente onde muitos ainda possuem dificuldades em acessar a internet (geração baby boomers). Se já estamos falando do Marketing 3.0, estamos dizendo que a própria geração Y já está ultrapassada?

“Como convencer as empresas/empresários da importância do uso da certificação digital em seus processos, antes que estes sejam “obrigados” por uma força compulsória do Governo, RFB etc?

Precisamos de empresários magnanimous! Progressistas na era das grandes verdades, nossa classe empresarial sofre de analfabetismo digital. Não entende o contexto, quiça “certificação digital”. E a nossa classe dominante de empresários criou seus negócios na ”ditadura”, portanto só reagem ou sobre pressão das leis ou das benesses governamentais. Como diria o poeta Cazuza ”A tua piscina está cheia de ratos, tuas idéias não correspondem aos fatos! O tempo não para! Eu vejo o futuro repetir o passado! Vejo um museu de grandes novidades” #prontofalei ;-)

Entendeu a contracultura digital? Então, não use velhos mapas para descobrir novas terras!

Mais sobre Gil Giardelli: CEO da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para empresas como BMW, Hospital Einstein, Mini Cooper, Grupo Cruzeiro do Sul entre outras. Professor de MBA, do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) e Pós graduação da ESPM).