09 junho, 2011

Marcas brasileiras estao 18% mais valiosas

Itaú, Bradesco, Petrobras e Banco do Brasil formam o “Quarteto Fantástico” de marcas brasileiras que encontram nos quadrinhos da Marvel a inspiração para ilustrar o poder de repetir pelo segundo ano consecutivo a liderança no ranking das 25 marcas mais valiosas do Brasil, realizado anualmente pela Interbrand. A Skol vem logo em seguida, no quinto lugar, avaliada em R$ 7,27 bilhões, o que significa uma elevação de 10% com relação ao ano passado.

De acordo com o estudo, o Itaú vale R$ 24,29 bilhões, 18% mais do que em 2010. Já o Bradesco alcançou R$ 13,63 bilhões, uma alta de 10%. Petrobras e Banco do Brasil estão muito próximos, avaliados em R$ 11,6 bilhões (alta de 7%) e R$ 11,3 bilhões (alta de 8%), respectivamente. Economia aquecida, fonte de atração para fusões e aquisições e amadurecimento são alguns dos fatores que caracterizam o poder dessas marcas. “Os bancos são os principais candidatos a iniciar o processo de globalização das marcas brasileiras”, frisa Alejandro Pinedo, diretor geral da Interbrand Brasil.
Juntas, as cinco primeiras marcas concentram quase 75% dos R$ 92 bilhões em valor de marca totalizados pelo ranking. “As marcas estão cerca de 18% mais valiosas esse ano”, calcula Pinedo. Um forte indicativo para essa expressiva valorização pode ser comprovado com a análise de desempenho da Hering, última colocada no ranking, com valor de R$ 209 milhões, uma elevação de 41,62% se comparada à vigésima quinta empresa listada em 2010, que foi avaliada em R$ 87 milhões.
 
O estudo desse ano destaca o retorno da Vale, que ficou em oitavo lugar, com valor de R$ 2,65 bilhões, ante os R$ 3,1 bilhões registrados em 2009, última aparição da empresa no estudo. A ausência da marca no ranking do ano passado se deve aos reflexos da crise mundial iniciada no fim de 2008, que impactou diretamente as exportações e as commodities. “Mas a empresa apresentou uma forte recuperação e retomou o seu lugar de direito”, comenta Pinedo. Outro diferencial do estudo é a participação inédita das marcas Cielo (14º), Caixa Econômica Federal (16º), Extra (19º), Casas Bahia (20º), Pão de Açúcar (22º) e Ponto Frio (24º). A revelação do estudo fica por conta da área de varejo, reconhecido pela autenticidade no estilo de gestão.

Cidadania Corporativa

Somente 2% das decisões de compra são influenciadas por ações ligadas à responsabilidade social. Essa é a principal conclusão de um estudo sobre cidadania corporativa, que fortalece a importância do ranking das 25 marcas mais valiosas do Brasil, alertando para a importância desse tipo de iniciativa para continuar mantendo o valor da marca. Realizada pela Interbrand em parceria com a Hall & Partners, a pesquisa entrevistou 5.527 consumidores e 1.861 compradores em 6 países.

Confira, a seguir, o ranking das 25 marcas mais valiosas do Brasil em 2011:  
1. Itaú – R$ 24.296 / Valorização de 18 %
2. Bradesco – R$ 13.633 / Valorização de 10 %
3. Petrobras - R$ 11.608 / Valorização de 7 %
4. Banco do Brasil - R$ 11.309 / Valorização de 8 %
5. Skol – R$ 7.277 / Valorização de 10 %
6. Natura – R$ 5.666 / Valorização de 22 %
7. Brahma - R$ 4.351 / Valorização de 21 %
8. Vale – R$ 2.656 – Não estava no ranking anterior
9. Antarctica – R$ 2.013 / Valorização de 15%
10. Vivo – R$ 1.700 / Valorização de 16 %
11. Lojas Renner – R$ 835 / Valorização de 7 %
12. Lojas Americanas – R$ 703 / Valorização de 17 %
13. Embratel – R$ 619 / Desvalorização de 15%
14. Cielo – R$ 604 / Estreia no ranking
15. Cyrela – R$ 587 / Valorização de 8 %
16. Caixa Econômica Federal – R$ 563 / Estreia no ranking
17. Oi – R$ 514 / Valorização de 9 %
18. Banrisul – R$ 501 / Desvalorização de 22%
19. Extra – R$ 496 / Estreia no ranking
20. Casas Bahia – R$ 447 / Estréia no ranking
21. Braskem – R$ 422 / Desvalorização de 6 %
22. Pão de Açúcar – R$ 389 / Estreia no ranking
23. NET – R$ 323 / Valorização de 10 %
24. Ponto Frio – R$ 232 / Estreia no ranking
25. Hering – R$ 209 / Valorização de 45 %


Por Janaina Langsdorff  • Meio & Mensagem








23 maio, 2011

O segredo do sucesso não está em criar estratégias, mas em executá-las.

O segredo do sucesso não está em criar estratégias, mas em executá-las.
A diferença entre as empresas bem sucedidas e as mal sucedidas, quer atuem no mesmo ramo de negócios ou não, não está no que fazer, mas em como fazer.
Os gestores precisam ter sempre em mente que a excelência de qualquer projeto está na execução.
A concepção é uma fase extremamente importante, mas no mundo não faltam boas idéias, estamos carentes de efetivas e competentes implementações de projetos.
Com o acesso aos recursos que temos hoje em dia nada se cria sem que rapidamente alguém, em algum lugar, copie.
Uma questão interessante a ser debatida:
Por que razão uma cópia não daria certo?
É importante lembrar que a cópia nunca será um clone perfeito. O que existirá será apenas semelhança.
A nossa incessante busca por resultados nos mostra, cada vez mais, que informação e cultura são importantes, mas sabedoria é essencial.
Informação é apenas instrução ou dados sobre alguém ou algo; cultura é o cultivo de padrões transmitidos coletivamente dentro de uma sociedade.
No nosso foco de debate essa sociedade é a empresa.
Como podemos definir a cultura de uma empresa?
De uma forma bastante direta você poderia dizer a respeito de sua própria organização: “É o jeito como fazemos os coisas por aqui”.
Sabedoria é o uso de informações dentro de uma cultura com sensatez.
Ao buscar novas técnicas e métodos percebemos que nós todos aprendemos mais em debates participativos do que em palestras, por uma razão básica:
Aplicamos a informação recebida de acordo com nossa cultura, com isso verificamos o que dá certo ou não, o que funciona ou não no nosso contexto.
Dessa forma aceitamos ou rejeitamos procedimentos e desenvolvemos a sabedoria.
Diz um velho ditado:
Um homem aprende mais sobre o gato quando o leva para casa arrastado pelo rabo do que com toda literatura e explicação que possa encontrar sobre o felino.
Qual então a importância da informação?
É necessário ter conhecimento se aquilo que está sendo puxado pelo rabo é realmente um gato.
O filme Jurassik Park tem exemplos interessantes nesse sentido. Muitos personagens foram devorados por animais que julgavam inofensivos.
Não havia qualquer informação a respeito que os prevenissem e com isso evitassem a aproximação.
Um plano preventivo e de contingência só pode ser desenvolvido a partir de informações, ainda que suposições possam ser exercitadas.
A teoria encurta o aprendizado, acelera a evolução e prepara o homem para a sabedoria.
Nesse sentido a expertise e a capacidade de adição de competência dos consultores está no fato de que estes já puxaram muitos gatos pelo rabo, e normalmente têm grandes conhecimentos das possíveis reações.
Observe o mercado e verá que as empresas bem sucedidas são parecidas, mantém semelhanças de gestão , enquanto que as mal sucedidas o são cada uma a sua maneira.
Os pontos que nãos as permitem evoluir e provocam os fracasso são diversos.
As empresas bem sucedida atraem e retém pessoas talentosas com um bom motivo:
“Permitem que estas atuem, exercitem seus conhecimentos, vocação e talento!”
No popular diríamos: Seus gestores saem da frente e as deixam trabalhar!
Com isso não só descobrem, mas criam talentos internos.
Essas empresas desenvolveram um conjunto de valores que energiza o seu pessoal.
O ambiente de trabalho além de produtivo e criativo é livre de situações tóxicas.
Gestão empresarial é um ambiente cercada de modas e manias. Teorias vêm, vão e retornam com novas roupagens.
Qual é a vantagem disso, você pode perguntar?
Gerar debates, reflexões, questionar o senso comum. Isso é sabedoria!
Estar “antenado” nas novas teorias sempre será importante, mas precisamos ter consciência que: “Saber é uma coisa, aplicar é outra”.
Gestão nas empresas atende a um modelo tradicional.À medida que as empresas consolidam o sucesso e trabalham para sua perpetuação migram para um modelo participativo.
A experiência do sucesso coloca em evidência talentos e competências, investindo pessoas de autoridade natural e liderança.
No modelo tradicional procuramos responder a uma série de perguntas comuns, uma vez que este está mais voltado à delegação do que à participação:

Modelo tradicional
Estratégia
-Qual o nosso negócio?
-Quem são nossos concorrentes?
Aplicação departamental
-Como atuaremos nas áreas de Marketing, Produção, Finanças e Pessoal?
Desenvolvimento funcional
-Como atribuiremos tarefas e responsabilidades para atender a estratégia?
Estruturação organizacional
-Quais serão as práticas de Recrutamento, seleção, treinamento e avaliação de desempenho para garantia do funcionamento sistêmico?
Papel do Gestor
-Como orientará e acompanhará o processo para assegurar o sucesso dos planos atendendo a estratégia?
No modelo participativo as questões têm outra tônica e as perguntas estão voltadas mais a valores do que ao modelo sistêmico.

Modelo participativo
Crenças e valores resultantes da visão
- Em que acreditamos?
Implementação de práticas de gestão de acordo com as crenças e valores
-Que formas e procedimentos atendem nossos valores e nos permitem cumprir nossa missão?
Criação de valor para a organização
-Como podemos atender nossos clientes, superar suas expectativas melhor do que nossos concorrentes?
Desenvolvimento de estratégia inovadora adequada aos recursos disponíveis e valores da organização
-Como podemos adicionar competência e oferecer valores aos nossos clientes sem que os concorrentes possam nos copiar com facilidade?
Papel do gestor
-Como gerenciará os valores, ratificando, disseminando e permitindo a evolução da cultura organizacional ?
O segredo das gestões vencedoras não está em criar estratégias, mas em implementá-las.
Empresas vencedoras desenvolvem a cultura do sucesso coletivo, portanto informações e modelos podem ser copiados, culturas no máximo podem ser imitadas.

Ivan Postigo
Economista, Bacharel em contabilidade, pós-graduado em controladoria pela USP
Autor do livro: Por que não? Técnicas para estruturação de carreira na área de vendas





09 maio, 2011

As marcas mais lembradas pelos internautas em 2011


A entrega da 5ª edição do prêmio Top of Mind Internet, resultado de uma parceria entre o UOL e o DataFolha, contou com o evento "O Poder Transformador do Digital". O objetivo do encontro foi discutir o papel transformador da internet nos hábitos da sociedade e também a participação das classes C e D no mundo digital – participação esta, ilustrada por uma pesquisa realizada pelo Data Popular e apresentada pelo diretor-geral da companhia, Renato Meirelles.

"O evento é para mostrar e discutir o que está acontecendo hoje no mercado digital brasileiro, para nos prepararmos para o que ainda está por vir", afirma o diretor de publicidade do UOL, Enor Paiano. Os assuntos abordados durante o evento foram: "Digital: o poder transformador", que teve Mauricio Ricardo, criador do charges.com.br como mediador e contou com a participação de Luiz Algarra, fundador da Papagallis, empresa especializada em conversações e aprendizado informal, e Maurício Curi, gerente-geral da Educartis, como debatedores. A segunda discussão teve como tema "Classes A/B x Classes C/D", que contou com a participação de Tim Lucas, fundador da TWR America, empresa especializada na investigação dos hábitos de jovens consumidores e tendências culturais, e Luiz Marinho, sócio-diretor da BrandWorks, que atua no segmento de marketing de varejo. O debate contou com a mediação de João Ciacco, diretor de marketing da Fiat e também presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA).

Segundo dados do Data Popular, hoje, no Brasil, de cada 10 pessoas que acessam a internet, oito pertencem à Classe C. Em 2014, seis entre dez brasileiros serão da classe C. "Por isso, para se chegar à essa classe também é preciso entender a classe D, pois é ela que vai migrar para esse novo mercado. E os números começam a mostrar esse avanço", diz Meirelles.

Digital: o poder transformador

Não há dúvida de que o acesso à internet provocou uma transformação nos hábitos e na vida das pessoas. "Gosto de olhar um lado da internet que não divide as pessoas por classes ou vê o usuário somente como um número. O que eu gosto da internet é a possibilidade de olhar os internautas como pessoas, independentemente de classe social", comenta Mauricio Ricardo.

Classes A/B x Classes C/D

Para Tim Lucas, hoje o fundamental para uma empresa é saber ouvir. "É preciso ouvir com atenção o que o consumidor deseja. Hoje, os valores são completamente diferentes, você pode ter um grupo de jovens que são amigos e moram no mesmo bairro, da mesma classe social e têm interesses e valores completamente diferentes", afirma.

Quem está na internet

A pesquisa F/Radar, realizada pela agência de publicidade F/Nazca Saatchi&Saatchi ajuda a definir o perfil do internauta brasileiro.
Cerca de 78 milhões de pessoas tem hoje acesso à internet em todo o País sendo 75% pertencentes às classes A e B; 53%, C e D, e 19%, D e E. Sendo que quatro em cada dez domicílios brasileiros possuem computador, e desse total, 83% possuem acesso à internet. Quem mais acessa a web são os usuários das classes A e B, que se conectam à rede todos os dias, enquanto que os usuários pertencentes à classe C se conectam de dois a três dias por semana, principalmente nas lan houses. Dados do Data Popular mostram que hoje, as redes sociais são os meios preferidos de comunicação dos brasileiros, sendo que 13 milhões de usuários são das classes A e B; 36 milhões da C, e 12 milhões das classes D e E.

Top of Mind 2011

Confira as marcas mais lembradas pelos internautas em 2011. A pesquisa, realizada pelo DataFolha, aconteceu entre os dias 17 e 19 de janeiro deste ano nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Brasília. Foram ouvidas 2.029 pessoas a partir dos 14 anos que usam internet pelo menos três vezes por semana.

- Esporte: Nike ficou na liderança com 18%, seguida de Adidas, com 11% e Centauro, 4%.
- Informática: A Dell se manteve na liderança com 15%. Positivo se manteve na segunda colocação com 10%, seguida pela LG com 8%.
-Telefonia Celular: Operadoras: Oi mostrou um crescimento de 3% em relação ao ano passado, com um total de 30%, seguida pela Vivo com 22% e Claro com 19%. Aparelhos: Nokia ficou em primeiro lugar com 29%, seguida de Samsung com 15% e Motorola, 12%.
Finanças: Bancos: Vitória para o Itaú que manteve a primeira colocação com 32%, seguido de Bradesco, 23% e Banco do Brasil, 17%.
Planos de saúde: Unimed se manteve estável na liderança com 21%, seguida de Amil, 11% e Bradesco, 5%.
Cartão de crédito: Visa foi a mais lembrada por 36% dos entrevistados. Mastercard vem em seguida com 18% e Itaú/Itaucard, na terceira colocação com 7%.
Companhia de seguro: Porto Seguro manteve a liderança com 15%, depois Bradesco, 8% e Sul América, 5%.
- Transportes: Automóvel: a liderança ficou com a Fiat, 25%, depois Volkswagen com 16% e GM/Chevrolet com 9%.
Companhias aéreas: a TAM conquistou a liderança depois de um empate técnico no ano passado com a Gol registrando 40%, ante os 36% da concorrente.
- Alimentação: Cerveja: Skol ficou em primeiro lugar com 34%, Brahma em segundo, 16%, e Antarctica em terceiro com 6%.
Lanchonete: Mc Donald's manteve a liderança com 39%, seguido de Habib's com 4% e Bob's, 3%.
Refrigerante: Coca-Cola líder com 63%, seguida pela Antarctica com 16%, somando a marca mais o Guaraná Antarctica, e Pepsi com 2%.
Fabricante de alimentos: Nestlé manteve a liderança com 14%, seguida de Sadia, 7% e Perdigão, 1%.
Serviços: E-Commerce: Americanas na primeira colocação com 17%, depois Mercado Livre com 12% e Submarino com 10%.
TV por Assinatura: Houve um empate técnico entre Net, 32%, e Sky, 31%, depois vem Embratel com 4%.
- Produtos de Beleza e Higiene Pessoal: Higiene Pessoal: Colgate ficou com 8%, seguida de Dove com 4% e Lux com 2%.
Beleza: Avon ficou com 11% e foi considerada a vencedora na categoria segundo os critérios de desempate, uma vez que Natura teve 10% e O Boticário ficou com 4%.
Eletrônicos
Refrigerador: Brastemp manteve a liderança com 33%, seguida de Cônsul com 15% e Eletrolux com 12%.
Câmera digital: Sony registrou 32%, enquanto Samsung ficou com 14% e Kodak com 7%.
TV: LG venceu com 23% seguida de Samsung com 20% e Sony com 9%.
Tops Especiais
Top Teen (pessoas com idade entre 14 e 19 anos)
1º Bradesco, 2º Mercado Livre e 3º Sky
Top Feminino (Mulheres)
1º Natura, 2º Avon e 3º Americanas
Top Heavy (pessoas que acessam a internet todos os dias no mesmo local)
1º Net, 2º Sony (câmera digital) e 3º Americanas
Top Lan House (pessoas que acessam a internet em lan houses)
1º Bradesco, 2º Samsung (celular) e 3 º LG (TV)

Fonte: ProXXima News - m&m online por Sheila Horvath

14 abril, 2011

Para potencializar o endomarketing

A globalização veio dar novos sentido e dinâmica ao marketing. Com processos de comunicação cada vez mais ágeis e possibilidades de relacionamento elevadas a quinta potência, a tecnologia parece haver expandido os limites do marketing e multiplicado sua influência sobre as estratégias de negócios.


Se Philip Kotler estava certo ao preconizar que o marketing interno deve anteceder o marketing externo, como então o endomarketing pode reproduzir tais avanços no ambiente das organizações?

A primeira parte da resposta a essa questão está no desenvolvimento de uma visão estratégica do endomarketing, que extrapole a simples intenção de antecipar para colaboradores e parceiros internos aquilo que será levado a efeito junto a clientes e mercados. A “venda” do produto, idéia ou serviço para o público interno é essencial sim, mas não é tudo numa dimensão que espera confluir premissas do marketing aplicáveis a administração de recursos humanos.

Em termos da gestão estratégica dos recursos humanos, o endomarketing deve ser elevado ao status de importância a qual já goza o marketing no planejamento corporativo. Isso depende da postura de quem decide. Assim como a empresa busca definir seu posicionamento perante clientes e mercados, inferindo sobre que elementos devem dar sustentação à realização de tais diretrizes, é também sua tarefa eleger suas prioridades para o endomarketing perante seus públicos internos. E, obviamente, buscar a concretização dessas prioridades.

A segunda parte da resposta à questão está no desenvolvimento de especializações em endomarketing que contribuam para a segmentação da estratégia de gestão de pessoas nas organizações. O marketing deu origem a um sem número de especializações, todas surgidas a partir da exploração mais centrada de seus conceitos-chave. Marketing de varejo, marketing de relacionamento, marketing de logística, marketing de permissão, maximarketing e tantas outras formas ajudaram a aprimorar a aplicação do marketing, ampliando as possibilidades de alavancagem do desempenho das empresas. CRM (Customer Relationship Management) é hoje uma sólida realidade no mundo dos negócios graças ao desenvolvimento dos estudos em torno do marketing de relacionamento e o marketing um-a-um.

O endomarketing deve avançar nessa direção. Na direção da multi-especialização, como forma de incorporar as tendências do marketing aplicado a clientes e mercados, tornando-as ajustáveis ao conjunto de colaboradores e parceiros das empresas, enriquecendo as possibilidades de aprimoramento de relacionamento interno e externo. Isso, certamente, acarretará em benefícios para o incremento de negócios.

Certamente ambas esses fragmentos de resposta à questão formulada no início do artigo não esgotam a discussão sobre os caminhos que devem seguir os estudiosos e praticantes do endomarketing. Elas servem como trilha para o desenvolvimento de novas atitudes perante a gestão estratégia do pessoal, indicando formas sobre como o endomarketing pode contribuir para uma revolução interna, sempre em prol do relacionamento com o cliente.

Luís Carlos Carvalho da Silva -  Jornalista e professor universitário






28 março, 2011

Facebook analisa conversa em tempo real para segmentar anúncio



Pela primeira vez o Facebook começou a analisar as conversas em tempo real para assim segmentar os anúncios. O modelo de entrega está sendo testado em apenas 1% dos usuários da rede social em todo o mundo. Isso representa um grupo de seis milhões de pessoas. Por exemplo: Os usuários que atualizar seu status com "Mmm, eu poderia ir hoje à noite comer pizza", poderia ter um anúncio ou um cupom da Domino's, Papa John's ou Pizza Hut.

O Facebook tem fornecido anúncios segmentados com base em mensagens feitas no mural e nas atualizações de status, mas nunca em tempo real. Em geral, as mensagens dos usuários e suas atualizações são coletadas em um formato agregado, adicioná-los ao público-alvo com base nos dados recolhidos ao longo do tempo. Palavras-chave é uma pequena parte dessa equação, mas o Facebook diz que às vezes as palavras não são usadas ​​em tempo real. A companhia disse que entregar anúncios baseados em conversas dos usuários é um algoritmo complexo que está sendo continuamente aperfeiçoado e modificado. O verdadeiro objetivo deste teste é descobrir se esses tipos de anúncios podem ser entregues rapidamente.

Um porta-voz do Facebook disse que o teste vai continuar indefinidamente, mas se recusou a comentar ou discutir os resultados.

22 março, 2011

O que aprender com a empresa que incentiva seus clientes a comprarem menos

A NAU é uma empresa americana do varejo de roupas esportivas ecológicas e eticamente diferente. A missão da Nau é combinar a generosidade do espírito humano, a força da tecnologia, com métodos empresariais inovadores, para aumentar o lucro dos acionistas, proteger o meio ambiente e promover justiça social. E, para colocar tudo isso em prática, a empresa faz tudo isso ao contrário. A companhia primeiro projetou seu portal na internet e só depois instalou sua primeira loja física. Encoraja seus clientes a comprarem menos. E, quando faz publicidade, nunca faz alusão a si própria. O presidente da Nau, Chris Dyke, oferece algumas ideias interessantes sobre como atingir uma nova geração de clientes que acha cômodo comprar on-line. A seguir trechos da entrevista.

A Nau adota um enfoque contrário em vários aspectos da venda no varejo. Suas lojas são 50% menores que uma loja de roupas esportivas. Por quê?
A maioria dos varejistas começa com lojas tangíveis e depois tentam imitar a experiência na internet. Isso é bom se você considera a compra on-line apenas outra ferramenta de venda. Porém, ainda que muitos de nós na Nau tenhamos experiência em grandes empresas, estive na Nike, por exemplo, projetamos nossas lojas na direção oposta. O propósito era alcançar os clientes da atualidade, que se sentem muito confortáveis comprando on-line. Criamos uma experiência na internet e depois, devido ao fato de os compradores não poderem apreciar a qualidade de nossas roupas on-line, estabelecemos loja. Entretanto, não é uma loja comum. Você vai à tela de computador na loja e faz uma compra, como se estivesse sentado em sua casa na frente do computador. E ainda fazemos a entrega gratuitamente a fim de encorajá-los. Os clientes podem comprar diretamente nos locais de venda e levar na hora, porém mais da metade optou por pedir que a roupa fosse entregue em suas casas.

Entregar os artigos em casa é uma maneira de economizar dinheiro poupando grandes estoques parados nas lojas?
Nada disso. Acreditamos que o nosso sucesso provém de gerar uma profunda lealdade com os consumidores. E fazemos isso em todos os níveis. Nossos produtos estão inseridos em uma experiencia que reflete a maneira como as pessoas gostam de ir às compras na atualidade. Com a conveniência e as opções que a compra on-line oferece.
E essa experiência faz parte de uma filosofia corporativa de responsabilidade pessoal em relação à sociedade e ao meio ambiente. A sustentabilidade e a responsabilidade social constituem aspectos importantes da Nau. Nossa filosofia permite aos consumidores fazer parte de uma comunidade ativa e satisfazer seu desejo de fazer a coisa certa para as pessoas e para o planeta.

Sua companhia representa uma aposta de alto risco em um modelo de varejo já estabelecido. Mas o que grandes varejistas, podem aprender com a Nau?
Qualquer companhia pode se beneficiar da autenticidade. Ela oferece uma vantagem na hora de construir uma marca. E autenticidade não consiste em alardear as doações às causas humanitárias. No nosso caso, significa estar alinhado com a responsabilidade pessoal em todos os níveis. Muitas pessoas preocum-se com uma empresa opera e sabem quando a prática de um comércio é superficial.
Por exemplo, reconhecemos que a sustentabilidade consiste em reduzir o consumo. Portanto, nossas roupas servem para várias temporadas e para vários propósitos. Acreditamos que podemos sustentar essa redução no consumo atraindo mais clientes que são leais.

De que maneira é possível acentuar a experiência de autenticidade de um cliente? Meses antes de vender nossa primeira camiseta inauguramos nosso blog. Não falávamos de roupa. Criamos uma conversa sobre opções individuais de viver vidas responsáveis. O blog foi só uma manifestação de uma ideia maior, a noção de diálogo.

Andrew O'Connell é editor da Harvard Business Review - entrevista publicada na revista  Gol

17 janeiro, 2011

Dicas para e-mail marketing

O e-mail marketing pode ser uma das principais ferramentas  de comunicação da sua empresa, ou seja,  marketing direto com os consumidores. Vale lembrar que marketing direto são ações que falam diretamente com o público-alvo.


Somente o marketing direto pode atingir perfeitamente o nicho desejado, segundo critérios de segmentação geográficos, demográficos e de comportamentos de compra passados.

Podemos tomar como exemplo de mercado segmentado os consumidores que buscam preços baixos, outros que buscam qualidade no produto e  àqueles que desejam excelência no atendimento. As empresas interessadas em planejar uma campanha de e-mail marketing devem escolher qual mercado focar, pode ser, um, dois ou mais segmentos. O importante e ter estratégias diferenciadas para atingir cada um deles de forma personalizada.

O artigo do site Mundo Marketing nos conta sobre as  estratégia de marketing digital da Lancôme, segunda maior perfumaria virtual do Brasil. Vou reproduzir um trecho que achei relevante para este post:

" O melhor retorno sobre o investimento do comércio eletrônico da Lancôme vem de sua prória base de clientes, com 12% de taxa de conversão. Bases externas e publicidade on-line trazem menos de 0,5% de conversão. São enviados dois e-mail marketing por semana, as comunicações são segmentadas em três perfis de consumidores, todos com permissão para receber as mensagens, entre não clientes, clientes e clientes habituais."

Logo, não restam dúvidas que para  produzir uma campanha de e-mail marketing é necessário segmentar o público, produzir uma comunicação dirigida  e dedicar-se a construção da própria base de e-mail na empresa.

É certo, que, muitos benefícios oferecidos pela ferramenta de e-mail marketing dependem de seu uso responsável e funcionam muito bem se for enviado aos clientes que concordaram em recebê-lo. Os e-mails enviados de forma massificada e desordenada para endereços não autorizados são considerados e-mail spam.

Existem algumas ações em que o e-mail marketing tem grandes vantagens e que devem ser seu foco inicial:

Informativos: usados como newsletters. Pode cobrir um número reduzido de assuntos ou até mesmo um único assunto. Os informativos contribuem para manter seus clientes atualizados sobre sua empresa e seus produtos e também reforçar sua marca.

Promoções:  você pode gerar bons resultados enviando ofertas de promoções ou vantagens exclusivas.Evite promoções de fachada ou descontos insignificantes.

Lançamentos: o e-mail é uma excelente ferramenta para divulgação de novos produtos e serviços. Os clientes adoram receber novidades.

É necessário, que as ações acima, sejam elaboradas com conteúdo realmente  útil e relevante para o seu público-alvo, com isso, a empresa estará aumentando o retorno e o resultado das ações.

A revista Meio e Mensagem  produz um bom exemplo de e-mail marketing como informativo. Todos os cadastrados recebem o informativo Meio e Mensagem. O e-mail é sucinto, com dois ou três títulos informando as matérias e links para o site da empresa, dessa forma, o assinante reconhece o e-mail, lê com rapidez e decide se quer aprofundar as informações. Interessante dar uma olhada.

Por fim, não se descuide de produzir  conteúdo relevante para que o consumidor goste e se relacione com sua marca e  seus produtos.

Denise Fraga















24 dezembro, 2010

Vida


Vida é chuva, é sol
Uma fila, um olá
Um retrato, um farol
Que será, que será
Vida é um filho que cresce
Uma estrada, um caminho
É um pouco de tudo
É um beijo, um carinho
É um sino tocando, uma fêmea no cio
É alguém se chegando
É o que ninguém viu
É discurso, é promessa
É um mar, é um rio
Vida é a revolução, é deixar como está
É uma velha canção, Deus nos deu, Deus dará
Vida é a solidão, é a turma do bar
É partir sem razão, é voltar por voltar
Vida é palco, é plateia, é cadeira vazia
É rotina, odisseia, é sair de uma fria
É um sonho tão bom, é a briga no altar
Vida!
É um grito de gol
É um banho de mar
É inverno e verão
Vida!
É mentira, é verdade
E quem sabe a vida é da vida razão


Feliz Natal para todos internautas que leem o blog, Relações Públicas 2.0 para Pequenas Empresas

13 dezembro, 2010

Inovação digital: em que século você está? Parte II


Baseado nos conceitos do Marketing 3.0, quais estratégias devemos implantar quando em uma empresa familiar, metade dos clientes adoraria migrar para os mais profundos níveis de modernidade e tecnologia, enquanto outra parte ainda é fiel aos papéis e antigas práticas? Enviada por Alyne Benith

Gil Giardelli: Vale a resposta acima.

Entendo a inovação como conceito de um novo olhar e ação sobre algo que já existia. Dentre minhas questões a que segue é uma questão prática que tenho visto muito entre empresas que contratam um serviço de comunicação e comunicadores. A tecnologia está cada vez mais a favor da comunicação direta com o usuário, mas as vezes parece que as equipes responsáveis pela criação de conteúdo ainda não conseguiram adequar sua linguagem para o meio digital, bombardeando o usuário com posturas que parecem deslocadas, como spams, tweets de divulgação insistentes, textos gigantescos etc. Como chegar a um ponto de equilíbrio entre a vontade do cliente que contrata o comunicador para divulgar e vender seu produto e os desejos do usuário que vai receber essa informação? Enviada por meryenn.

Gil Giardelli: Não podemos usar velhos mapas, para descobrir novas terras! Como você explanou acima, muitos comunicólogos utilizam de estratégias do passado.
Observe este erro das empresas: Alguém em sua sã consciência, quando recebe um elogio, sai correndo para contar para outro amigo. “Você não sabe. Fulano disse que eu sou fantástico”
Este é o Retweet de elogios das empresas. ;-)
Portanto, nunca neste mundo diplomas tem data de validade. Acabou seu curso de comunicação, seu diploma já venceu. ;-)

Em 1993, na Inglaterra, a seguinte frase me causou espanto: “Precisamos reduzir nossa produção para vivermos melhor. Produzimos e desperdiçamos muito”. A frase contrariava todas as tendências do mercado, que apontam sempre em direção ao crescimento (da produção e dos lucros). Dezessete anos depois, a frase continua atual. Falamos em sustentabilidade, mas não abrimos mão do crescimento. Talvez este crescimento tenha nos levado a um grau de produção (e não-sustentabilidade) que gerou riqueza, mas não necessariamente nos elevou como seres humanos para uma posição de bem-estar, onde sentimentos segurança, confiança, realização e - acima de tudo - felicidade. Como conciliar o bem-estar do ser humano com a busca competitiva e contínua do lucro pelas empresas?

Os negócios serão sustentáveis ou não existirão. Cada ação deve ser pensada em três ângulos: Ambiental, Social e Econômico. É o momento de discutirmos simbiose industrial, energias renováveis e tecnologias emergentes. A linha tenue entre “Exceder os limites e esgotar o planeta ou viver em um planeta sustentável! Enxergue a nova onda ou afogue-se nela! Perceba que o aumento de apenas 4 graus, significa que a Amazônia será um deserto.

Calcular nossa pegada ecológica (EF) uma medida do consumo de recursos naturais renováveis por uma população. O cálculo da área total da terra produtiva ou do mar exigida para produzir as colheitas, carne, madeira, energia e fibra que um pais necessita”, ensinou David Thorpe em recente visita na ESPM a meu convite.

O Brasil é o 3º país em emissões de gases de efeito estufa. Porém, podemos nos tornar os líderes nos novos modelos comerciais e nas áreas de negócio greentech. As companhias serão obrigadas a abraçar modelos sustentáveis para fazer negócios. Reduzir, Reutilizar, Reparar, Reciclar e Renovar e pensar nos três Ps - Pessoas, planeta e Profit (lucro). São os novos mantras deste século. Não é sobre o dinheiro mas sobre a qualidade de vida! Realização! Você pode se perguntar, o que isso tudo tem a ver com marketing 3.0? Tudo! Não adianta ser moderno na comunicação e o mundo não existir para vê-lo! Simples, não?

Seja um Green Tech! É moderno, simpático, inteligente e salvará o planeta! Uma lista das tecnologias que vão mudar o mundo do Instituto Gartner que vão impulsionar a web 3.0, a web das coisas, aponta a computação verde, comunicações unificadas, implicações multinúcleos, gerenciamento de metadados, virtualização, computação na nuvem, mashups, servidores em tecido, internet do mundo real e software social.

Exemplos de indivíduos inventivos que com pequenas ações mudam o mundo! Depois reflita o quê você pode fazer para ajudar a construirmos uma economia inclusive!

Que tipos de negócios engajam consumidores de games nas redes sociais? Enviada por André Miguel

Gil Giardelli: Na era do você é o que você compartilha! A nova moeda do século XXI é a reputação! Baseada em credibilidade e confiança. Usuários de redes sociais amam essa moeda ;-)

Quais são os principais questionamentos que uma empresa deve fazer após constatar que ela realmente precisa aderir ao meio digital? Como entender, treinar e criar sinergia entre as gerações Z, Y e X? Enviada por Raphael Peres Corrêa

Gil Giardelli: a primeira pergunta foi respondida no contexto das questões acima.
Não acredito em nomeclaturas de gerações. Ser jovem e digital, nos dias de hoje não tem nada com idade e sim como você encara as mudanças deste novo mundo.

São hiatos de gerações. Imagine, você contrata um jovem profissional, extremamente conectado e engajado e quando ele chega em seu primeiro dia de trabalho, hierarquias, regras proibindo pensamentos inventivos, modelos militares e redes bloqueadas.

Enquanto que no quarto dele, em seu ambiente, ele vive um mundo de compartilhamento. Provavelmente, ele inovará em outro canto.

Há algumas décadas o marketing no Brasil tinha grande força na sua disseminação “boca a boca”, muito fundado em um valor humano fundamental, a confiança baseada nas relações interpessoais. Tanto é verdade que até hoje encontramos mercearias e outros comércios em que ainda existe o ilustre caderno para compras fiadas.

Na atual sociedade que se forma com a Geração Y, estritamente vinculada à tecnologia e à comunicação virtual, ausentando-se dos laços sociais, como uma pequena ou média empresa, que não tenha condições financeiras para investimento em novas formas de comunicação digital, sobreviverá frente aos grandes concorrentes e as empresas de grande porte? Vou um pouco mais além, como a comunicação digital interferirá na desenvolvimento econômico das empresas que não sejam consideradas as grandes de seus setores? Enviada por Eduardo Bittar, Recursos Humanos da Real Moto Peças Ltda

Gil Giardelli: Sai o maior engolindo o menor, pelo mais lento ficando para trás. Bem vindo a era do empreendedorismo! A era do capitalismo social. Da diversidade cultural.

Os Tech inovadores têm como mantra “O que você está fazendo pode mudar o mundo ou começar uma nova economia?” É a cultura da geração da generosidade, do movimente-se primeiro e do corra riscos! Nada novo.

Surpreso? A inovação da máquina a vapor criou o capitalismo. Um pouco depois entre 1896 e 1930 nasceram 1.800 fabricantes de carros, sobreviveram apenas três empresas e redesenharam a era industrial! Tanto os inventivos a vapor, como os fundadores da indústria automobilística tinham o sonho de mudar o mundo!

E neste momento, no apogeu da democracia das redes sociais, da inteligência universal e do livre mercado, fundamos a Cyber Humanidade, a Humanidade 4.0! É o espírito pioneiro se renovando, o mundo como um vilarejo, a era do supere-se e a era dos inovadores sociais – pessoas para as quais o outro é um valor em si!

A Geração Y é rotulada como a geração 2.0 e muito tem se falado de como esta geração irá ou já está mudando o mundo corporativo e como devemos incorporar esta nova geração que cresceu ligada a tecnologia e um ambiente onde muitos ainda possuem dificuldades em acessar a internet (geração baby boomers). Se já estamos falando do Marketing 3.0, estamos dizendo que a própria geração Y já está ultrapassada?

“Como convencer as empresas/empresários da importância do uso da certificação digital em seus processos, antes que estes sejam “obrigados” por uma força compulsória do Governo, RFB etc?

Precisamos de empresários magnanimous! Progressistas na era das grandes verdades, nossa classe empresarial sofre de analfabetismo digital. Não entende o contexto, quiça “certificação digital”. E a nossa classe dominante de empresários criou seus negócios na ”ditadura”, portanto só reagem ou sobre pressão das leis ou das benesses governamentais. Como diria o poeta Cazuza ”A tua piscina está cheia de ratos, tuas idéias não correspondem aos fatos! O tempo não para! Eu vejo o futuro repetir o passado! Vejo um museu de grandes novidades” #prontofalei ;-)

Entendeu a contracultura digital? Então, não use velhos mapas para descobrir novas terras!

Mais sobre Gil Giardelli: CEO da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para empresas como BMW, Hospital Einstein, Mini Cooper, Grupo Cruzeiro do Sul entre outras. Professor de MBA, do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) e Pós graduação da ESPM).





















































08 dezembro, 2010

Em qual século você está? Parte I


Confira a entrevista com Gil Giardelli, professor da ESPM

Por que é tão difícil implementar em algumas empresas a revolução e transformação de antigas crenças e estratégias voltadas para o ser humano, como ser integral, que necessita equilibrar corpo, mente, alma e espírito? Enviada por Silvia Silveira

Gil Giardelli: Por que vivemos em um hiato de séculos! Modelos organizacionais do século XIX e pessoas com anseios do século XXI, porém, a mudança é lenta e estrutural. Empresas começam a calcular o FIB (Felicidade Interna Bruta) de seus colaboradores, outras empresas calculando “Índices de Inovação e Criatividade”, federações patronais criando “Conselho de Economia Criativa”. Outras empresas incentivando a colaboração coletiva (chão de fábrica e alta gestão).

Ou seja, vivemos o início da economia do terceiro milênio. Uma “Mudança de paradigmas para assimilar e transitar num novo mundo, onde a tecnologia cresce de maneira exponencial. Sem espaço para pensamento linear e cartesiano. Sem espaço para individualismo. Inovar, solidarizar-se, atuar socialmente e emprender”, blogou Ana Lúcia Pompermaye.

Um dos temas do Marketing 3.0 é a grande influência que as Redes e Mídias Sociais passaram a ter sobre a decisão de compra do consumidor. Antes, o consumidor pedia a opinião para dois ou três amigos sobre um determinado produto ou determinada empresa. Agora, com as redes sociais são milhares de "conselheiros" que ele tem a disposição para ajudá-lo na hora da compra. Para uma empresa que pertence a um setor com um grande número de registros em órgãos de defesa do consumidor, como bancos, telefonia e operadoras de saúde, qual seria a melhor opção: aderir as redes ou permanecer apenas nos outros meios de comunicação? Enviada por Ramon Felippe Bonfim Marendaz

Gil Giardelli: As empresas não entrarem nas redes sociais, equivale à discussão se elas deveriam ter telefones na mesa de cada colaborador na década de 70, fax na década de 80 e e-mail na década de 90. Não participar das mídias sociais é perder competitividade, potencial criativo e inserção no século XXI.

Para incrementar, ao contrário da Europa e Estados Unidos, no Brasil as pessoas fazem negócios com pessoas! Executivos de vendas levam suas agendas e contatos para sua nova empresa. Enquanto nos outros países, os negócios são – em sua grande maioria – de empresas para empresas.

E no mais, na era da democracia digital sai o consumidor e entram pessoas com seus anseios. Demoramos a entender isso. O consumidor existiu na era da TV, quando você comprava uma TV tornava-se mais um consumidor. Na era digital as pessoas compram qualquer aparelho conectado a Internet e se tornam um produtor. Portanto, saem os consumidores e entram as pessoas engajadas! E o grande negócio do século XXI é como transformar as pessoas em advogados de marcas.

Consigo visualizar facilmente a efetividade da utilização de mídias digitais para empresas de B2C, que possuem um relacionamento direto com o consumidor final. Contudo, quando falamos em B2B, e relacionamento entre empresas, como pode-se delinear uma estratégia de inovação digital? O senhor poderia dar exemplos de empresas que conseguiram trabalhar com redes sociais nessa área? Enviada por Larissa Nunes

Gil Giardelli: Ainda é embrionária a utilização no B2B, porém várias empresas globais estão desenvolvendo ações em redes sociais para construir reputação, ferramenta educacional, destacar-se da multidão (concorrência), investigar comportamento dos clientes e concorrentes e aprender com os outros.

A IBM hoje é a empresa que mais utiliza redes sociais para construir negócios B2B. Um terço dos seus funcionários, espalhados em 140 países, são grandes usuários de redes sociais e do crowdsourcing. A gigante Sodex, líder no setor de serviços alimentícios utiliza a ferramenta para fazer recrutamento.A Petrobras no Brasil utiliza redes sociais fechadas para discutir pré-sal e efetivar gestão de conhecimento.

A 37signal utiliza seu blog como ferramenta educacional B2B. O Hospital Israelita Albert Einstein, utiliza redes sociais para propagar estudos clínicos, mensagens de integração entre médicos e colaboradores. É tudo muito novo, então lembre-se, ser o segundo é ser o primeiro dos derrotados. Inove agora, este é o momento.

No contexto da inclusão digital e do Marketing 3.0, você acredita que as empresas procurando focar mais no ser humano e menos no consumidor devem ter uma abordagem mais holística e pessoal? Elas devem se preocupar também com o bem estar e aconselhamento de seus prospects e clientes em questões diversas e não somente com assuntos específicos ao seu segmento de atuação? Enviada por Fernanda Terra
Gil Giardelli: A economia global está em transição: acaba a era da informação, começa a era da criatividade. São novas formas: propriedade intelectual, Economia Criativa, capital cultural, capitalistas sociais, Indústria de ideias, Sustentabilidade, negócios soiciais, missões sociais, Pensamento verde, Liberdade de consciência.

Se você é uma empresa do setor automobilístico, falar apenas do seu produto é chato. Você pode falar de urban style, cultura, moda. Dar dicas de trânsito, dicas de viagem e de entretenimento. Se não, seremos o amigo chato, que sempre que encontramos ele fala só de si e não pergunta como você está.

Atualmente trabalho em uma companhia que oferece soluções integradas de sistemas (ERP + Core Business), totalmente voltada para o setor de agronegócio. Fazendo uma análise setorial, vemos que o mercado de ERP encontra-se em estágio de crescimento e, quando analisando apenas as grandes organizações, podemos até concluir que já estão em níveis de maturidade. Se tratando do mercado agropecuário podemos observar uma diferença brutal nesta análise, visto que o setor ainda está em fase de introdução do produto, porém com uma peculiaridade muito grande dos demais setores da economia: o produtor rural tem uma barreira cultural muito grande em relação à adoção deste tipo de tecnologia. Atualmente o produtor rural investe muito em ferramentas e maquinários, porém quase nada em gestão. Estudos realizados pela EMBRAPA dizem que em torno de 80% dos produtores nacionais, não utilizam se quer um computador para fazer gestão de seus negócios. Neste contexto, podemos ver que a gestão agropecuária nacional não se encontra de maneira alguma, sequer aos padrões do século atual. Como então podemos iniciar um processo de inovação digital em um mercado com tamanha barreira cultural como a do agronegócio? Enviada por Leonardo Borges

Gil Giardelli: Para este tipo de indústria, o melhor caminho é a educação. Criação de workshops, grupos de estudos, apresentação de cases, intercâmbios internacionais de ações inovadoras. E como contra fatos, não há argumentos números e dados de concorrentes em outros países são importantes.

Como fazer com que todos os funcionários de uma empresa se preparem e colaborem com a inovação digital? Enviada por Gustavo Haruo Fukutaki

Gil Giardelli: Liderar a inovação digital nas empresas, primeiramente deve ser uma atitude da presidência da empresa. Se os principais executivos não acreditarem no processo, nada avançará. Depois, devemos entender que inovação há curto prazo será um investimento, e como vivemos na ditadura da planilha do Excel, muitas empresas só pensam por trimestres, ainda enxergamos aquele mundo onde você diz: “tive uma grande ideia para o futuro da empresa.” Alguém responde: “respire fundo que passa.

Sou mestrando em engenharia de produção na UNESP/Bauru-SP e minha pesquisa é na área de gestão da inovação, mais precisamente, o envolvimento de usuários no processo de inovação por meio de tecnologias da web 2.0. Meu estudo de caso é o Fiat Mio, lançado recentemente no salão do automóvel em São Paulo. Um caso único na indústria automobilística e open innovation e envolvimento de usuários. Baseado nisso, minha pergunta é a seguinte: "Quais as competências necessárias as organizações precisam para implementar projetos de open innovation utilizando os recursos existentes na web 2.0?" Enviada por Sergio Mazini
 
Gil Giardelli: Antigamente acreditava-se que inventores eram gênios solitários. Uma série de pensadores acredita no conceito de inovação e invenções simultâneas, onde empresas e clientes são “colônias de diversos criadores que interagem e influenciam uns aos outros. O Fiat Mio foi uma invenção coletiva e devemos entende-lo como um exterminador de paradigmas. Há poucos anos, protótipos de carros eram guardados a sete chaves. Este foi colocado no Youtube. A montadora entendeu que o grande negócio do século XXI é o open source, a sabedoria das multidões. Para uma empresa entrar nesta era deverá desmontar paredes, quebrar egos, colocar jovens em seu conselho e perceber que a inovação não está nas salas das reuniões da diretoria. Na maioria das vezes está no chão de fábricas ou nas ruas das megalópoles.

Por que as pessoas evoluem mais rápido do que as empresas, se as empresas são grupos de pessoas? Quando se pensa em inovação dentro das empresas, qual o caminho mais fácil de se trilhar: demite boa parte de quem deveria pensar em inovação e contrata sangue novo, ou quebra seus paradigmas e constrói uma nova cultura? Enviada por Bruno Figueredo.

Gil Giardelli: Steven Johnson em seu novo livro descreve: invenção simultânea como “casos em que várias pessoas vêm com a mesma ideia em quase exatamente o mesmo tempo.” Descobertas como o cálculo, a bateria elétrica, o telefone, a máquina a vapor, o rádio, inovações revolucionárias onde vários inventores trabalharam em paralelo, sem conhecimento um do outro. A inovação vem de cenas sociais, de grupos ligados e apaixonados.

Além das empresas, o magnata e ex-professor da Harvard Business School John Sviokla, defensor de tecnologias disruptivas, open innovation, reputação corporativa e reputação on-line escreveu lúcido artigo “A mídia social, representa a transformação do capitalismo como nós o conhecemos”. Para ele, os pilares do capitalismo são a absorção coletiva do risco e a capacidade de se auto-organizar. E descreve as três ondas de capitalismo.

1ª Onda do capitalismo – Criar novos empreendimentos no novo continente, a América.

2ª Onda do capitalismo – Empreendedores individuais como Henry Ford, Louis Chevrolet (GM), Alexander Graham Bell (At&T), Dupont, e recentemente Bill Hewlett e David Packard (HP) e suas inovações individuais, ferrovia e telégrafo. (Demanda e gestão)

3ª Onda do capitalismo – Era digital – Transporte de dados, infraestrutura global, sabedoria das multidões, inovação disruptiva e coletiva, consumo coletivo, a absorção coletiva de risco, o financiamento coletivo – “Um excelente exemplo é o YouTube, fundado por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, todos ex-alunos do PayPal (Outra empresa da 3ª onda). Veja mais detalhes aqui.

Combina com o que eu tennho dito em palestras há 10 anos – Passamos pela Humanidade 1.0 – Agrícola, Humanidade 2.0 - Industrial, a Humanidade 3.0 -Tecnológica, a Humanidade 4.0 Cyber-espiritual e hoje vivemos o mix de todas as humanidades na 5.0 - a Democracia das redes sociais.

Sou Gerente de Marketing da Voltts, empresa que desde 1992 atua como importador e distribuidor de diversos fabricantes internacionais no Brasil. Nosso foco de atuação é na distribuição de componentes eletrônicos para a indústria eletroeletrônica brasileira.

Como aplicar as mudanças do Marketing 3.0 em uma empresa voltada para o B2B, que distribui um produto de compra extremamente técnica a indústria brasileira, sendo que seus clientes vão desde grandes multinacionais, onde o processo seria muito mais fácil de ser aplicado, até pequenos técnicos em eletrônica, que ainda não tem acesso à e-mail, por exemplo. Como estar preparado para atender aos dois públicos ao mesmo tempo, sem no entanto se desfazer de nenhum deles, uma vez que ambos são lucrativos para a empresa? Enviada por Fernando Rossini

Gil Giardelli: Fernando, parte desta pergunta foi respondida nas questões acima. Seria muita presunção achar que todos os clientes devem ser impactados pelas mídias digitais. Devemos respeitar aqueles milhares no Brasil que ainda preferem impressos, TV, rádio, contato do vendedor etc. Está é a grande complexidade, a comunicação é multicanal, em duas vias e sem barreiras. Agora, está em suas mãos para entender cada cluster de clientes e aplicar a melhor forma de marketing.